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Consciência é nada sem atitude.

abril 8, 2013

atitude2Não basta saber do problema, é preciso agir para resolvê-lo.

 

Em geral todas as pessoas sabem que devem fazer a seleção do lixo doméstico. Todos sabem o impacto de uma sacola plástica na natureza e o tempo que ela leva para se decompor. Todos estão cientes sobre o destino do óleo de cozinha usado. Pois é, todos tem consciência, porém, poucos são os que agem no cotidiano para reverter o quadro. A solução não está na conscientização, mas em criar hábitos positivos e eficientes.

Na gestão da micro e pequena empresa este mal também marca presença. O empresário sabe que precisa fazer o controle financeiro, por exemplo, mas escondido na falta de tempo ou escondido na priorização de outras atividades não o faz. Albert Einstein dizia que a pessoa que alega falta de tempo na verdade sofre por falta de método. Sendo mais radical o pior argumento é a desculpa, ela serve para justificar a própria incompetência.

Há empresas com problemas no processo produtivo, que geram altos índices de retrabalho, reprocesso ou perdas. A perda traz prejuízo direto e irrecuperável. O retrabalho e o reprocesso causam atraso na entrega de novos pedidos e, obviamente, o atraso no recebimento financeiro da venda. Quem não determina normas e procedimentos para as tarefas repetitivas diárias ou não programa manutenção preventiva, sofre. O problema existe, é conhecido e não é combatido. Falta proatividade positiva e eficiente.

Com o tempo os problemas se tornam invisíveis. Imagine um revestimento quebrado na parede da sua casa (sou do tempo do azulejo). Por falta de tempo você posterga sucessivas vezes o conserto. Logo o defeito fará “parte da paisagem”. Até o dia em que um amigo perguntar: Por que você não arruma isso? Então você vai ver e lembrar-se do revestimento quebrado.

Consciência sem atitude é o mesmo que ir ao médico, fazer uma série de exames e descobrir a doença, porém, sem ir a farmácia e sem tomar remédios. É ver o furo no casco do próprio barco e assistir o naufrágio sem tomar uma providência. Olhe a sua volta de forma crítica, identifique gargalos, TOME PROVIDÊNCIAS e melhore o desempenho do seu negócio.

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A aposentadoria e o empreendedorismo

abril 1, 2013

aposentadaoVocê conhece, certamente, alguém que após concluir seus 35 anos de trabalho como funcionário em uma empresa resolveu montar seu negócio próprio. Há aspectos positivos e pontos à se ter cuidado nesta situação específica. Assim como qualquer empreitada é necessário planejamento prévio, incluindo também (e porque não) o longo prazo.

Em primeiro lugar é sabido que sua mente precisa estar ocupada, afinal, você passou a maior parte de vida envolvido em atividades, metas e objetivos. Quem decide “não fazer mais nada” após a aposentadoria terá como principal compromisso público “vestir o paletó de madeira”, após assistir o resto de vida passar diante dos olhos. O empreendedorismo não é o único caminho, trabalhos voluntários e ajuda ao próximo são boas e louváveis alternativas. Dia desses conversando com Caius, um bom e velho amigo, ouvi a expressão aposentadoria cognitiva. Creio que verdadeiramente represente em palavras o abandono de objetivos após o fim da carreira profissional. É preciso se mexer para se manter vivo!

Por outro lado não dá pra acreditar na sua intenção de diminuir o ritmo ao montar uma pousada na praia depois de aposentado. Ritmo ameno e empreendedorismo não rimam e não andam juntos. Prepare-se para grandes emoções e muito agito. Não encare isto como o fim do mundo, a Rede Globo de televisão iniciou suas atividades quando o empresário Roberto Marinho tinha 65 anos. Abraham Kasinsky iniciou sua fabrica de motos aos 80. Estes senhores já estavam com o “burro na sombra” quando resolveram empreender mais um pouquinho.

Certo apenas é a consciência de que sua experiência técnica ou força de vontade devem ser ampliadas com preparação e pesquisa de viabilidade financeira e mercadológica. Não arrisque seu capital em algo que você não domine ou não tenha experiência que garanta mínimas chances de sucesso. Lembre-se você quer empreender depois de aposentado e não botar tudo à perder com ideias mirabolantes. Prudência, foco e pé na tábua.

Não tenha pressa. Não faça nada sem antes conversar com especialistas, pesquisar o mercado e consultar a família. Coloque na balança pontos positivos e negativos. Pondere. Você pode descobrir que possui características que sequer imaginava e alcançar o sucesso empresarial.

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Como dirigir o seu negócio?

março 26, 2013

conduzirVocê pode dirigir o seu automóvel de forma agressiva ou prudente. Pode contribuir ou atrapalhar o fluxo do trânsito e o que se espera de você é que cumpra as leis e as regras de boa conduta. Para chegar ao seu destino, você pode decidir o caminho a ser tomado, por ultrapassar outros carros ou não, a velocidade e os atalhos.

Para dirigir o seu negócio próprio você também deve adotar uma estratégia. Quando você decide como será a ação do seu negócio no mercado, você automaticamente precisa decidir como serão os trabalhos internos para alcançar os objetivos da empresa.

O empreendedor precisa adotar um estilo de condução das pessoas e dos processos internos em todos os níveis da empresa. Segundo McGregor existe duas concepções antagônicas de direção: A teoria X e a Teoria Y, baseadas em concepções e premissas do comportamento humano.

A Teoria X parte do princípio de que o homem é preguiçoso por natureza, não se esforça em função do salário que recebe e evita o trabalho. A segurança é representada por executar apenas o que foi contratado para fazer, não gosta de responsabilidades e prefere ser dirigido. Resiste às mudanças e é avesso a assumir riscos. Desta forma o caminho da direção do negócio é orientado para os objetivos da empresa. O princípio é controlar as ações das pessoas, modificar seu comportamento. Suas ações devem ser e dirigidas em função dos objetivos da empresa. Como as pessoas são motivadas por salário a empresa deve trabalhar com recompensa pelo esforço e punição pelo resultado insuficiente.

Para a Teoria Y o homem pode encontrar satisfação e recompensa no trabalho feito voluntariamente ou fonte de punição quando desagradável. As pessoas tem motivações básicas, potencial de desenvolvimento e são capazes de assumir responsabilidades. As características negativas apontadas na teoria X são efeito de alguma experiência negativa em alguma empresa e que pode ser mudado. A imaginação e a criatividade podem acelerar o processo de alcance dos objetivos da empresa. Desta forma o caminho da direção do negócio é aberto, dinâmico e democrático. Assim administrar é criar oportunidades, ampliar potenciais, transpor barreiras e encorajar o desenvolvimento pessoal.

Cada estilo tem seu valor e momento para aplicabilidade. Não há verdade absoluta e não se pode conduzir toda a equipe igualitariamente, seja pela teoria X ou Y. É preciso parcimônia, estamos falando de interesses empresariais e pessoais onde todos desejam crescer.

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Administração: O agradável e o necessário.

março 18, 2013

ComidaRuimVou arrumar uma briga em casa, mas preciso admitir que meu prato predileto ainda é a feijoada da minha mãe, embora na verdade tal famoso prato seja preparado pelo meu pai. Todas as sextas-feiras na casa da Dona Ozilda tem a tradicional feijoada. Por outro lado, na infância, a salada era uma obrigação desagradável que exigia um esforço extra, muitas vezes sob chantagem ou algum outro tipo de pressão psicológica.

Monta-se um negócio próprio geralmente baseado em um sonho e partindo de uma atividade que nos agrada, aqui entra a feijoada. A imensa maioria dos negócios entrantes tem como origem o conhecimento técnico, ou seja, a vocação e o conhecimento do empreendedor para lidar com um ramo de atividade.

A gestão do negócio inicia imediatamente após o processo de estudo da viabilidade mercadológica, financeira e após o investimento inicial em estrutura. Para os negócios iniciados “no peito e na raça” a gestão inicia tão logo as portas sejam abertas. Em primeiro lugar o ideal é o empreendedor possuir conhecimento básico em administração, quando não o tiver é imprescindível buscá-lo.

É comum ouvir que alguns empresários detestam gerenciar algumas atividades do negócio, aqui entra a salada. Não gostar de fluxo de caixa ou de cálculo de custos não o isentará de fazê-lo. Não ser expert em marketing, não gostar de vender ou de fazer cobranças não significa que estas tarefas se cumprirão sozinhas. Quando se tem um pequeno negócio, geralmente o empreendedor tem que fazer a maioria, senão todas, as tarefas.

A micro empresa e a empresa de pequeno porte podem ser mais sensíveis a oscilações de mercado e certamente vão sucumbir se a administração não estiver correta e na ponta do lápis. Portanto para a refeição empreendedora podemos ter muito mais salada que feijoada.

É muito difícil, tampouco não se consegue comer o prato predileto religiosamente todos os dias. É predileto também porque não é cotidiano. Da mesma forma não se consegue administrar um pequeno negócio somente executando as tarefas que lhe são prazerosas. Com a idade adulta você aprende a gostar de salada, assim como com a evolução do negócio você aprende a gostar de outras nuances da gestão.

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A diferença está no detalhe.

março 11, 2013

?????????????????????????????????Quando o produto pode ser copiado ou encontrado facilmente (com a mesma qualidade) na concorrência, a diferença estará num detalhe: O Serviço. Pense na evolução das pizzarias. Durante muito tempo a qualidade do produto servia como diferencial competitivo, mas hoje se encontra facilmente boas pizzarias. Um belo dia alguém resolveu harmonizar o ambiente com música ao vivo, outro dia alguém inventou o rodízio, então chegaram as máquinas de cartão e por fim a tele-entrega. Quando qualidade vira uma espécie de commodity encantar o cliente com serviços além do esperado torna-se a melhor alternativa.

O produto básico fornece o beneficio essencial orientado a atender a necessidade do consumidor. É o caráter fundamental da razão de existir da empresa. Mas isso parece não ser o suficiente para ganhar mercado e conquistar a sustentabilidade econômica. Os elementos suplementares ao serviço suprem benefícios adicionais para aumentar o produto básico e diferenciá-lo dos concorrentes.

O atendimento, o tratamento, o ambiente de compra, a rapidez na solução de problemas ou a facilidade de contato são serviços que envolvem o produto básico e criam uma atmosfera que pode transformar sua empresa na preferida da clientela.

Há dois caminhos interessantes para buscar a liderança de mercado: (I) Investir em pesquisa para desenvolver novos produtos básicos ou evoluir os produtos básicos existentes. Neste caso os custos podem ser muito altos e há ramos de atividade que não tem espaço para isso. (II) Agregar serviços que melhorem a experiência do cliente com a marca. Neste caso aumenta-se a percepção de valor quanto ao produto e a marca. É assim que se constrói um diferencial competitivo.

Escrever sobre o assunto é relativamente fácil, executar esta mudança é o que representa dificuldade. É necessária a participação de toda a equipe e de alguns clientes. Construa um fluxograma do processo de produção, compra e consumo do produto/serviço. É a representação dos passos dados por clientes e funcionários para o atendimento de uma necessidade. Entenda os “porquês” de cada etapa e tente justificar os “comos” para buscar novas formas de trabalhar. O objetivo é o desenvolvimento de um conceito diferente, que encante e melhore a percepção de que valeu a pena. Mãos à obra!

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Afinal o que é empreendedorismo?

março 4, 2013

AfinalO empreendedorismo tem como base ciências “antigas” como a economia, a sociologia e a psicologia, estas sim têm conceitos sedimentados e não questionáveis. Os estudos sobre empreendedorismo são relativamente recentes em comparação com outras áreas do conhecimento, por isso há margem para que várias pessoas criem “conceitos”, escrevam livros e saiam mundo afora pregando o que acreditam. É grande o número de besteiras proferidas e facilmente encontradas em livrarias, na televisão ou em palestras.

Vamos a um conceito tecnicamente aceitável: “Empreendedorismo é um processo onde uma ou mais pessoas específicas identificam uma oportunidade, avaliam seus riscos e investem recursos sobre ela buscando um retorno. O investimento pode ser tempo, equipamento, dinheiro ou pessoas e o retorno pode ser a abertura de um novo negócio, um novo produto, serviço ou processo.”

É um processo porque é um conjunto sequencial e particular de ações com ou objetivo comum.

Conduzido por pessoas específicas porque estas tem características e comportamentos peculiares como iniciativa, persistência, comprometimento, buscam informação, estabelecem metas, etc. Um erro clássico dos autores é misturar o conceito de empreendedorismo com as características da pessoa do empreendedor ou carregar o conceito de paixão em função da história pessoal do empreendedor.

Uma oportunidade pode ser representada por uma necessidade social (produto ou serviço) que não é completamente atendida pelos fornecedores atuais. Pode ainda ser um produto inovador, que ainda não é conhecido pelo mercado. Há compromisso com uma demanda e há atratividade comercial.

Todo empreendimento compreende risco. Mensurar o risco representa diminuir as chances de surpresas desagradáveis. É pesquisar clientes, fornecedores, concorrentes trabalhar no desenvolvimento de um diferencial competitivo sustentável.

Não há retorno sem investimento. Não se colhe onde não se planta, salvo em conchavos políticos espúrios ou coisas do gênero. Quando o investimento é baseado no dinheiro alheio (financiamento) é óbvio que o retorno é mais difícil e demorado, no caso específico da abertura de um pequeno negócio. Portanto: Tente juntar a grana antes!

Pronto! Agora você já tem um conceito concreto sobre empreendedorismo, sem exageros românticos ou carregado de emoção. Agora você já pode se defender de charlatães que tentam lhe seduzir sem fundamento.

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Mas eu não quero um negócio próprio!

fevereiro 25, 2013

CTPSA maioria esmagadora das pessoas reconhece moda como algo relacionado a tendência de consumo, estilo de vestir e comportamento. Todavia moda também é uma grandeza matemática, ligada a estatística. Trata-se de um valor que aparece com mais frequência dentro de um grupo de valores. Senti isto na pele quando fui ao casamento de um amigo professor. Na época me disseram que camisa lilás estava na moda. Resultado? Aproximadamente 35% dos homens convidados usavam camisa lilás. Até a banda que tocou na festa usava camisa lilás.

O empreendedorismo está na moda. Facilmente você encontra programas relacionados ao tema nos principais canais de televisão. Há uma dezena de revistas especializadas, cursos, etc. Até este blog tem este propósito: Fomentar a abertura consciente e responsável, o desenvolvimento e a sustentabilidade de pequenos negócios.

É sabido que a estabilidade e o crescimento econômico, conquistados após o plano real, impulsionaram o empreendedorismo no Brasil. Hoje há cada vez mais oportunidades para abrir pequenos negócios e melhorar a qualidade de vida do trabalhador do que vagas em cargos elevados em grandes empresas. A expressão “oportunidade de negócio” é discutida com frequência em bares, restaurantes e outros locais públicos todos os dias.

O que precisa ficar claro é que não montar um negócio próprio não é demérito. Não ser proprietário de uma pequena empresa não significa afirmar que não se é empreendedor, aliás, há proprietários de pequenos negócios que não possuem características empreendedoras. Você pode ser um intraempreendedor que é o funcionário “sonho de consumo” de gerentes e diretores de empresas. Neste caso não é feio estar fora de moda.

Há quem adore décimo terceiro salário, férias, fundo de garantia e muitos outros benefícios que os trabalhadores com carteira assinada tem. Esta segurança para alguns é primordial: Saber quando e quanto vai receber o salário para poder programar o seu futuro. Isto está ligado ao grau de risco que se aceita correr.

Lembre-se: Desenvolver comportamentos empreendedores e competências profissionais criará o ambiente para impulsionar o seu negócio próprio ou a sua carreira profissional. Isto é o que importa.

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